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29.4.26

29.4.26

Educação de Criciúma celebra conquistas na Olimpíada Matemática Sem Fronteiras

 

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O Teatro Elias Angeloni foi palco, na noite dessa terça-feira, dia 28, de uma celebração que somou reconhecimento, multiplicou o orgulho de pais e professores e dividiu conquistas entre os estudantes da rede municipal de ensino. A Prefeitura de Criciúma, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou a entrega oficial de medalhas aos 474 alunos que se destacaram na Olimpíada Internacional Matemática Sem Fronteiras 2025, consolidando o município como uma potência no ensino da matemática em Santa Catarina.

A competição mobilizou cerca de 700 estudantes criciumenses, organizados em 104 equipes participantes. Ao todo, 21 unidades de ensino foram homenageadas, com premiações nas categorias ouro, prata e bronze para estudantes entre 9 e 15 anos.

Destaque absoluto em Santa Catarina


Os números alcançados são históricos. O município somou 59 premiações nacionais e 62 regionais. Enquanto Santa Catarina inteira registrou nove equipes com conquistas de ouro, cinco delas pertencem a escolas da rede municipal de ensino de Criciúma.

A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Marechal Rondon protagonizou o momento de maior destaque da noite. A escola foi a única em todo o estado de Santa Catarina a conquistar a medalha de diamante nesta edição, por meio do desempenho de uma turma de sete alunos do 4º ano.

Rumo à França: etapa internacional

O ponto alto da solenidade foi o anúncio das três equipes das EMEBs Profª Maria de Lourdes Carneiro, José Rosso e Marechal Rondon que representarão Criciúma na etapa internacional da competição. O evento ocorrerá na França, entre os dias 3 e 7 de maio. A delegação criciumense, composta por 12 alunos acompanhados por professores e representantes da Secretaria Municipal de Educação, embarca nesta sexta-feira, dia 1° de maio, rumo à Europa.

A cantora Dani Liss, mãe de Victor Pacheco Lourenço, medalhista de ouro pela EMEB Marechal Rondon, relatou a emoção da família. “Acompanhamos a dedicação diária dele com os estudos, mas ver esse esforço ganhar uma proporção internacional é algo que realmente nos emociona. Saber que ele representará nossa cidade e o país em outro continente é uma oportunidade transformadora”, mencionou.

Sobre a competição

A Olimpíada Internacional Matemática Sem Fronteiras é organizada pela Association Mathématiques sans Frontières, com sede em Estrasburgo, França, e é a maior olimpíada de matemática interclasses do mundo. No Brasil, é coordenada pela Rede POC com apoio da Embaixada da França, e diferente de competições tradicionais, ela exige o trabalho em equipe e inclui questões em língua estrangeira, preparando os jovens para os desafios do mundo contemporâneo.

Para a coordenadora de Matemática da rede municipal, Karine Luiz Calegari Mrotskoski, este formato prepara os jovens para o futuro. “A proposta da olimpíada vai além do cálculo; ela ensina a importância de ouvir o outro e construir soluções coletivas. Esse resultado confirma que estamos avançando na formação de cidadãos capazes de argumentar e utilizar o raciocínio lógico para superar desafios reais”, ressaltou.

Fonte: Engeplus 



21.12.23

21.12.23

Alunas da rede de ensino de Concórdia são destaque em Olimpíada de Matemática do Oeste Catarinense

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Foto: Lana Correa Pinheiro - Prefeitura de Concórdia


Alunas da rede de ensino de Concórdia são destaque em Olimpíada de Matemática do Oeste Catarinense


Evento foi relaizado pela Universidade Federal Fronteira Sul, em Chapecó.


O Executivo Municipal homenageou nesta quarta-feira, 20, as alunas da rede municipal de ensino que foram destaque na Olimpíada de Matemática do Oeste Catarinense - OMOC, realizada pela Universidade Federal Fronteira Sul, em Chapecó. Elas foram destaque na competição, recebendo medalhas e certificados pelo ótimo desempenho. Estiveram presentes a secretária de Educação, Gládis dos Santos, gestores, professores e familiares das alunas.

O prefeito Rogério Luciano Pacheco, enalteceu as premiações conquistadas pelas alunas e destacou os incentivos na Educação, refletidos no trabalho dos gestores e educadores, possibilitando um ensino de qualidade e que é destaque estadual.

Foram destaques alunas de três escolas:

EBM Imigrantes - Tauany Breitenbach, Bianca Weber Morais e Isadora Puntel
EBM Santa Cruz - Paula da Conceição Pastore e Brenda Larissa Debétio
EBM João Theobaldo Magarinos - Milena Pereira Rech.



Fonte: Lana Correa Pinheiro - Prefeitura de Concórdia

Publicado por Rádio Rural 





20.12.23

20.12.23

Olimpíada de Matemática divulga lista de premiados da 18ª edição

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OBMEP - (crédito: Divulgação/OBMEP)

Olimpíada de Matemática divulga lista de premiados da 18ª edição


Medalhistas do terceiro ano do ensino médio também podem concorrer a vagas no IMPA Tech

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) divulgou nesta quarta-feira (20) a lista de premiados da 18ª edição do evento. Neste ano, a olimpíada reuniu mais de 18,3 milhões de alunos dos ensinos fundamental e médio. Professores, escolas e Secretarias Municipais de Educação que se destacaram pelo desempenho dos alunos também serão agraciados.

A novidade da 18ª edição ficou por conta do aumento no número de premiados. A nível nacional, serão distribuídas 8,4 mil medalhas (650 ouros, 1.950 pratas e 5.850 bronzes), além de 51 mil menções honrosas. A olimpíada premia separadamente escolas públicas e particulares e dobrou o número de premiações das instituições privadas, neste ano. Também serão distribuídas ao menos outras 20,5 mil medalhas estaduais.


Leia mais em: 

https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/educacao-basica/2023/12/6673825-olimpiada-de-matematica-divulga-lista-de-premiados-da-18-edicao.html


FonteCorreio Braziliense




28.10.23

28.10.23

Alunos do Ensino Fundamental da Faetec conquistam medalhas nas Olímpiadas Canguru de Matemática

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Os alunos com suas medalhas — Foto: Divulgação


Alunos do Ensino Fundamental da Faetec conquistam medalhas nas Olímpiadas Canguru de Matemática

Evento é uma edição brasileira vinculada à competição internacional, que faz parte do projeto 'Horizontes'

A Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) República, localizada no Rio e vinculada à Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), participou das Olímpiadas Canguru de Matemática, uma edição brasileira vinculada à competição internacional, que faz parte do projeto “Horizontes”, que tem o objetivo de estimular os alunos a participar de várias olimpíadas. 

Leia mais em: 

https://extra.globo.com/rio/noticia/2023/10/alunos-do-ensino-fundamental-da-faetec-conquistam-medalhas-nas-olimpiadas-canguru-de-matematica.ghtml


Fonte: Extra 






12.10.23

12.10.23

EaD divulga resultado após recursos da seleção para Especialização em Ensino de Matemática e em Gestão Educacional

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Foto: Reprodução - http://www.uesb.br/noticias/ead-divulga-resultado-apos-recursos-da-selecao-para-especializacao-em-ensino-de-matematica-e-em-gestao-educacional/

EaD divulga resultado após recursos da seleção para Especialização em Ensino de Matemática e em Gestão Educacional

Por meio da Portaria 673/2023, a Uesb divulga o resultado final, após recursos, da seleção para Especialização em Ensino de Matemática e em Gestão Educacional, na modalidade a distância.

As listas contendo os nomes dos candidatos aprovados, por curso, cidade, polo e classificação final, pode ser acessada nos Anexos do referido documento, observando os critérios de prioridades estabelecidos do Edital no 223/2023.

Para mais informações ou em caso de dúvidas, entre em contato com o e-mail uesbvirtual@uesb.edu.br ou, ainda, pelo telefone (77) 3425-9308.


12.10.23

VÍDEO! O método inovador de um professor doutor da região de Sousa-PB para desvendar a matemática

 

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Foto: Reprodução blog do Levi

VÍDEO! O método inovador de um professor doutor da região de Sousa-PB para desvendar a matemática

O livro “Princípio da Matemática Contemporânea: Inovação na Trigonometria do Relógio,” de autoria do renomado professor doutor Rivanaldo Martins Lopes, promete revolucionar o ensino de Matemática na educação básica. Com métodos inovadores para abordar a trigonometria do relógio, a resolução de equações de segundo grau e a análise combinatória, esta obra se destaca como um recurso fundamental para superar desafios enfrentados por estudantes e professores. Nesta matéria, exploraremos as ideias centrais do livro e a trajetória do autor. Confira o vídeo no final desta matéria!

A trigonometria no círculo trigonométrico e suas aplicações, especificamente no âmbito do ensino básico, têm sido um ponto crítico na educação matemática. O professor doutor Rivanaldo Martins Lopes, com sua vasta experiência acadêmica e pedagógica, apresenta um novo horizonte de aprendizado com seu livro “Princípio da Matemática Contemporânea”.

O ensino de Matemática é um dos desafios constantes enfrentados por estudantes e professores em todo o mundo. No Brasil, não é diferente, e é nesse contexto que o livro “Princípio da Matemática Contemporânea” emerge como uma obra revolucionária. Escrito pelo renomado professor doutor Rivanaldo Martins Lopes, o livro oferece uma abordagem inovadora para a trigonometria do relógio, a resolução de equações de segundo grau e a análise combinatória, buscando melhorar a prática de ensino de matemática na educação básica.


“Você já imaginou resolver problemas de trigonometria sobre ângulo entre os ponteiros de um relógio utilizando uma fórmula que relacione os ponteiros da hora e dos minutos?” questiona o autor. Essa é a essência do método de ensino de trigonometria do relógio proposto por ele, uma abordagem que simplifica conceitos complexos e os torna mais acessíveis para os estudantes.


O livro também apresenta métodos inovadores para a resolução de equações de segundo grau e proporcionalidade. Ao adotar uma abordagem prática e focada nas dificuldades encontradas em sala de aula, o professor doutor Rivanaldo Martins Lopes proporciona aos leitores ferramentas eficazes para enfrentar desafios matemáticos com confiança.


A sinopse do livro oferece um vislumbre do conteúdo abordado: “Neste livro abordamos a trigonometria no círculo trigonométrico, que se estuda a circunferência trigonométrica de raio unitário e todas as conjecturas de ângulos arcos e medidas e suas operações.” Além disso, o autor destaca a presença de demonstrações por indução matemática, exemplos e exercícios resolvidos e comentados, tudo projetado para auxiliar os estudantes em seu processo de aprendizado.


Atualmente, no Brasil, o ensino de trigonometria na circunferência trigonométrica faz parte do currículo da educação básica, estabelecido pelo Ministério da Educação. Esse conteúdo, integrante da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na área de exatas e da natureza, é estudado na segunda série do ensino médio em escolas públicas e privadas.


O autor, professor doutor Rivanaldo Martins Lopes, possui um extenso currículo acadêmico que inclui graduação em Matemática na UFCG, especialização em Fundamentos da Educação na UEPB, mestrado e doutorado em Educação na ACU, e é conhecido por sua atuação como professor de Matemática na ECI Dorgival Silveira em São Francisco, região de Sousa, Sertão paraibano. Sua paixão pelo ensino inovador de Matemática o levou a escrever esta obra que promete transformar a forma como a matemática é ensinada e aprendida nas escolas brasileiras.


O livro “Princípio da Matemática Contemporânea: Inovação na Trigonometria do Relógio” deixa claro que a matemática pode ser descomplicada e acessível a todos. Com sua abordagem inovadora e métodos práticos, o autor professor doutor Rivanaldo Martins Lopes está pavimentando o caminho para um ensino de matemática mais eficiente e agradável, com benefícios tanto para os estudantes quanto para os educadores.

Lições de vida

No último dia 06, Rivanaldo Martins falou sobre o assunto durante entrevista ao programa Cidade Notícia, da rádio Líder FM de Sousa. Na ocasião ele também relatou fatos relacionados a situações de discriminação, superação e dificuldades de vida.


Assista ao vídeo:




Fonte: Blog do Levi 


Currículo lattes disponível em: http://lattes.cnpq.br/3763303818545866


Outras notícias sobre o mesmo assunto

Desvendando a matemática: livro de paraibano promete revolucionar ensino

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Foto: Divulgação

Sobre o livro

‘Princípio da Matemática Contemporânea: Inovação na Trigonometria do Relógio’ deixa claro que a matemática pode ser descomplicada e acessível a todos. Com sua abordagem inovadora e métodos práticos, o autor está pavimentando o caminho para um ensino de matemática mais eficiente e agradável, com benefícios tanto para os estudantes quanto para os educadores.




18.7.23

18.7.23

Matemática: você sabe fazer contas?

       Usar a calculadora para facilitar a busca por resultados numéricos tornou-se algo tão comum nos dias de hoje que o nosso senso numérico está cada vez mais enferrujado. Além disso, a afinidade com a disciplina de matemática

               Matemática: você sabe fazer contas?

Entenda a importância de saber lidar com os números
Usar a calculadora para facilitar a busca por resultados numéricos tornou-se algo tão comum nos dias de hoje que o nosso senso numérico está cada vez mais enferrujado. Além disso, a afinidade com a disciplina de matemática não é muito comum entre os estudantes brasileiros, é o que revela os dados divulgados recentemente pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).  Em 2017, somente 4,52% dos estudantes do ensino médio alcançaram níveis de aprendizagem classificados como adequados pelo Ministério da Educação (MEC). 

Os dados são preocupantes e nos levar à reflexão sobre a importância de saber lidar com os números, mesmo contando com apoio da tecnologia . E você sabe por quê? 

A numeracia como é chamada a forma de aplicarmos o conhecimento matemático às coisas ao nosso redor, pode ser percebida quando avaliamos nossa conta bancária, quando estamos fazendo compras no supermercado ou até mesmo quando estamos colocando em prática aquela receita de bolo favorito. 

Fazer estimativas de custos, gerenciar seu saldo financeiro, investir em algum negócio, avaliar os descontos em lojas, conferir a conta em um restaurante ou até mesmo receber um simples troco durante uma operação de compra e venda são coisas simples, mas que exigem de você um mínimo de conhecimento matemático. Com os modernos recursos à nossa disposição como os celulares e tablets, por exemplo, estamos deixando de desenvolver habilidades como a de raciocínio, concentração e lógica.

Não só isso! Pesquisas já apontam que essa dificuldade das pessoas de fazerem contas possui uma correlação entre a taxa de desemprego e a baixa produtividade. Você deseja fazer a diferença no mercado de trabalho ou ser multiplicador da ciência matemática? Que tal profissionalizar-se na área? Você pode começar o curso de Matemática com ajuda do Educa Mais Brasil e optar pela formação em licenciatura ou bacharelado em Matemática.

O programa possui bolsas de estudo de até 70% disponíveis para esta área do conhecimento e está com as inscrições abertas ainda para este segundo semestre. Faça sua inscrição gratuita no www.educamaisbrasil.com.br e aproveite a chance de ampliar os conhecimentos.


*Com informações do https://g1.globo.com e http://portal.inep.gov.br




15.7.22

15.7.22

Projeto Fundão – Matemática, 38 anos de Ensino, Pesquisa e Extensão

 

Desde 1983, uma equipe, formada de professores do Instituto de Matemática da UFRJ, professores da rede de ensino fundamental e médio do Estado do Rio de Janeiro e alunos de Licenciatura
Foto: Reprodução

Projeto Fundão – Matemática, 38 anos de Ensino, Pesquisa e Extensão.

O Projeto Fundão 

Desde 1983, uma equipe, formada de professores do Instituto de Matemática da UFRJ, professores da rede de ensino fundamental e médio do Estado do Rio de Janeiro e alunos de Licenciatura deste Instituto, trabalha em prol da melhoria do ensino de matemática e pela valorização do professor, sob a coordenação da Professora Emérita Maria Laura Mouzinho Leite Lopes. No Projeto Fundão, os professores se desenvolvem profissionalmente atuando em sala de aula e junto a professores desejosos de inovar sua prática. Passaram pela sua equipe cerca de 120 professores multiplicadores e 80 estagiários. São linhas de ação a participação em eventos de Educação Matemática e o oferecimento de programas de atualização a escolas e sistemas municipais e estaduais de ensino. 

 

O material utilizado nas atividades é produzido no Instituto de Matemática, em 5 grupos de trabalho, testado com a participação dos multiplicadores e estagiários e analisado por toda a equipe. Como resultado desse trabalho, o Projeto Fundão tem 15 livros publicados, com grande aceitação por professores de todo o país. 30 Encontros do Projeto Fundão foram realizados na UFRJ até 2004, tendo os últimos a participação de mais de 500 professores cada.

 

O reconhecimento do Projeto Fundão por parte das comunidades nacional e internacional de Educação Matemática pode ser comprovado pela atuação de egressos dessa equipe em coordenações de escolas, pela grande demanda por suas publicações (cerca de mil exemplares por ano), pela autoria de coleção de livros didáticos de excelente qualidade e pela intensa participação dos membros de sua equipe em palestras e eventos de formação de professores.

 

Tais resultados indicam a pertinência dos princípios e metodologia do Projeto Fundão que resgata e valoriza o conhecimento dos professores, contribuindo para a recuperação da qualidade do ensino público, nos níveis médio e fundamental.

Saiba mais AQUI.

 

 

 Projeto Fundão – Matemática

Equipe Responsável

 

O Projeto Fundão – Setor Matemática veja por quem é composto:

Coordenação e Equipe

 Fonte: Universidade Federal do Rio de Janeiro

Site: http://www.matematica.projetofundao.ufrj.br/


 

 

 

21.2.22

21.2.22

Teste é capaz de medir o nível de habilidade em Matemática

Teste virtual pode ser feito por qualquer pessoa a partir de 4 anos e é capaz de medir o nível de habilidade em matemática.

Viral na Europa, teste de matemática chega ao Brasil

Teste virtual pode ser feito por qualquer pessoa a partir de 4 anos e é capaz de medir o nível de habilidade em matemática.

Não é novidade que a matemática é um grande desafio para muitas pessoas no Brasil, tanto pela dificuldade no aprendizado quanto pela qualidade do ensino nas escolas. Para se ter noção, a última avaliação nacional do ensino básico, desenvolvida pelo QEdu, portal de dados sobre educação no país, e pelo IEDE (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), evidenciou que 95% dos alunos de escolas públicas finalizam o ensino médio com baixo aprendizado em matemática, o que significa que só 5% absorvem o esperado para esse nível escolar.

 

Por esse e outros motivos, mesmo depois do período escolar, é comum encontrar adultos com dificuldades atreladas a disciplina, o que pode afetar diretamente o seu desempenho profissional. Diante deste cenário, a Smartick desenvolveu o Desafio Matemático, teste online que é capaz de medir o nível de habilidade de qualquer pessoa em relação à disciplina.

 

Já testado na Espanha com cerca de 13 mil pessoas, o desafio constatou diversos sinais de atenção para a população do país. Os resultados mostraram que de 10 adultos espanhóis, 6 não se lembram da matemática básica, ocorrendo falhas em exercícios que poderiam ser resolvidos por crianças. 

 

“Diante dos resultados obtidos e do cenário que vivenciamos junto a matemática no mundo, a Smartick insiste na importância do fortalecimento do estudo da disciplina ainda na infância, pensando na consolidação da autoconfiança durante a sua vida, e até mesmo, na disparidade de gênero no mercado de trabalho”, completa Javier Arroyo, co-fundador da marca.

 

A avaliação já está disponível para o Brasil e pode ser feita por crianças a partir de 8 anos e até mesmo por adultos de todas as faixas etárias, contém 10 perguntas sobre lógica, cálculo, álgebra e geometria com diferentes níveis de dificuldade e exibe o resultado logo após a resolução das questões.

 

 Fonte: Terra

 

 

8.2.22

8.2.22

Novo Ensino Médio terá seis disciplinas com um só período obrigatório nos três anos no RS; maior redução é em Educação Física

 

Novo Ensino Médio terá seis disciplinas com um só período obrigatório nos três anos no RS; maior redução é em Educação Física.

Novo Ensino Médio terá seis disciplinas com um só período obrigatório nos três anos no RS; maior redução é em Educação Física.

 

* Por Isabella Sander

 

Componente curricular só fará parte da Formação Geral Básica do primeiro ano; medida é criticada por profissionais da área

 

Divulgada ao apagar das luzes de 2021, a matriz curricular do Novo Ensino Médio no Rio Grande do Sul traz novidades a serem implementadas já em 2022 que têm sido criticadas especialmente por entidades representativas dos profissionais da Educação Física. Para dar espaço à parte do currículo mais flexível, que pode ser definida pelo próprio estudante, a carga horária obrigatória da maioria das disciplinas foi reduzida, mas parte delas foi mais impactada.

 

Das 15 matérias que compõem a Formação Geral Básica, seis terão um único período obrigatório em todos os três anos do Ensino Médio. A mais afetada é a Educação Física, que teve redução de cinco para um período obrigatório no novo currículo, previsto somente no primeiro ano. Nos outros, dependerá do itinerário formativo escolhido pelo aluno. Apesar de a reforma no Ensino Médio ter sido feita com base em uma lei federal, nem todos os Estados estruturaram seus currículos de forma a haver perdas na carga horária da disciplina.

 

Além da Educação Física, também serão oferecidas apenas em um dos três anos as disciplinas de Arte, Língua Espanhola, Filosofia, Sociologia e Ensino Religioso. Todas elas contavam com três períodos obrigatórios e passarão a ter um. No caso de Língua Espanhola, a oferta dependerá da vontade do aluno – se ele não quiser aprender o idioma, terá um período extra de Língua Inglesa, que foi o único componente curricular que não teve diminuição de carga horária. No caso de Ensino Religioso, o período ministrado também poderá ser substituído por um período de alguma das disciplinas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (Geografia, História, Filosofia ou Sociologia).

 

Segundo a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, o que muda, na verdade, é que a terminologia “Educação Física” deixa de existir no momento em que os itinerários formativos entram em vigor.

 

— A disciplina em si não deixa de existir. Se você olhar as horas dedicadas dentro dos itinerários, a Educação Física entra no itinerário formativo de Linguagens e Suas Tecnologias, por exemplo, assim como Sociologia entra no itinerário de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas — relata Raquel.

A secretária destaca que um aluno poderá, por exemplo, escolher um itinerário mais ligado a Ciências da Saúde e, ainda assim, optar por ter aulas de Educação Física, uma vez que os itinerários são integrados. Além disso, salienta que atividades de Educação Física estarão disponíveis em disciplinas eletivas e em clubes que poderão ser formados sobre diferentes temas e modalidades dentro da mesma escola.

 

— Quando os professores entenderem as oportunidades de integração dos itinerários, verão que isso gera possibilidades muito ricas. Essa flexibilidade é muito boa, mas é nova, então é natural que as pessoas se sintam inseguras — avalia a secretária.

 

Para Raquel, mais importante do que discutir se Educação Física deve ser obrigatória é debater formas de incentivar a prática de atividades físicas como parte da formação geral das pessoas. Ela pondera, ainda, que a criação do formato do Novo Ensino Médio passou por muitas fases de consulta em diferentes instâncias desde 2017.
 

Entidades se mobilizam

O grupo mais engajado na tentativa de reverter a mudança é o de profissionais da Educação Física. Vinte entidades divulgaram a “Carta Aberta em Defesa da Educação Física no Rio Grande do Sul: um alerta à sociedade gaúcha sobre a Portaria 350”, que se refere ao documento publicado no Diário Oficial pelo governo do Estado que apresenta a nova matriz curricular do Ensino Médio. No texto, os profissionais criticam a redução da carga horária da disciplina em todas as etapas de ensino, em especial o Ensino Médio, “algo inédito no Brasil nessa história de 171 anos”, segundo a carta.

Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
Grupo de profissionais divulgou “Carta Aberta em Defesa da Educação Física no Rio Grande do Sul: um alerta à sociedade gaúcha sobre a Portaria 350”

 

— Neste momento de pandemia, em que os professores de Educação Física foram tão importantes, mandando jogos, coreografias de dança e outras atividades, para evitar que os alunos não se exercitassem, essa portaria vem na contramão. Essa mudança faz com que o adolescente se torne cada vez mais sedentário, que é o que mais mata a população brasileira, já que traz doenças como diabete, cardiopatias e obesidade — cita Luciane Citadin, presidente da Associação dos Profissionais de Educação Física do RS (Apef/RS).

 

Dados do IBGE da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2002-2003 detectaram um aumento considerável na proporção dos adolescentes brasileiros com excesso de peso. Em 1974-75, estavam acima do peso 3,9% dos garotos e 7,5% das garotas entre 10 e 19 anos. Na pesquisa de 2002-03, os percentuais encontrados foram 18% e 15,4%, respectivamente. Essas informações são citadas na carta aberta dos profissionais.

 

Para Luciane, a prática de atividades físicas na escola é fundamental, pois desenvolve um hábito que, quando o jovem ingressa no mercado de trabalho, depende de um esforço maior para ser mantido. A educadora física também ressalta o medo que muitos têm de fazer exercícios na rua, o que torna o espaço controlado e seguro da escola para estes fins ainda mais importante àqueles que não têm dinheiro para pagar clubes e academias.

 

A mobilização das entidades rendeu a abertura da Frente Parlamentar em Defesa da Educação Física Escolar na Assembleia Legislativa, protocolada pela deputada estadual Juliana Brizola (PDT) e prevista para ter suas atividades iniciadas nesta sexta-feira (11). Também há pedidos de que a Casa realize uma audiência pública sobre o tema. O objetivo dos educadores físicos é que esses espaços permitam um debate que culmine em uma nova proposta de portaria, a ser entregue à Secretaria Estadual de Educação (Seduc).


Projeto de lei

Delegado estadual da Federação Internacional de Educação Física e Esportiva (Fiep), Everton Deiques tem visitado municípios gaúchos desde o ano passado e, desde o início de 2022, está aproveitando para falar também sobre a elaboração de um projeto de lei que propõe a oferta de Educação Física três vezes por semana. Uma das justificativas para essa frequência é a indicação, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de realização de atividades físicas por no mínimo 150 minutos por semana, a fim de combater o sedentarismo e garantir o bem-estar físico e mental.

 

— A partir de três vezes por semana, se começa a ter benefícios físicos e mentais, em termos de saúde, prevenção, segurança. Hoje, as crianças estão muito afastadas do esporte, e só conseguiremos mudar essa realidade na escola. Ensinar Educação Física é ensinar valores da vida como a educação, o respeito, a coragem, a hierarquia, a superação do medo, do adversário — analisa Deiques.

 

A ideia é concluir o texto do projeto de lei ainda nesta semana, segundo o delegado da Fiep.

 

Professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), o educador físico Rodrigo Flores Sartori considera que a redução da carga horária aponta para um desconhecimento por parte dos gestores públicos do papel do movimento humano não só na saúde, mas também no desenvolvimento social e cognitivo durante a infância e a adolescência.

 

— O papel da educação escolar não é formar atletas e nem esportistas, mas sim criar o engajamento e a motivação para um estilo de vida ativo. O papel do professor é criar um ambiente de boas relações sociais, com atividades que sejam significativas para todos os tipos de crianças e adolescentes. É com essa característica que uma aula de educação física, em qualquer idade, pode levar a pessoa às práticas de exercício físico e esportes fora dos muros escolares — explica Sartori.

* Fonte: GZH

 

8.2.22

Escola é destaque em matemática

 
Escola é destaque em matemática Unidade, no bairro Santana, sobe no podium com seus alunos medalhistas

Crédito: Christiano Diehl Neto

Renata Letícia de Moraes e Carlos Kazuya Sunto: matemática é encantadora e fantástica

Escola é destaque em matemática
Unidade, no bairro Santana, sobe no podium com seus alunos medalhistas
 
 * Por Romualdo Cruz Filho
 

A Escola Samuel de Castro Neves, no bairro rural de Santana, vem há mais de uma década se destacando no ensino de matemática. Uma combinação de talento, método e muita disposição tem proporcionado ambiente profícuo para o desenvolvimento da disciplina. Os alunos de ensino fundamental e médio percebem a grandeza do projeto e estão a cada ano sendo cativados e se envolvendo com trabalho silencioso e mágico coordenado atualmente pelos professores Carlos Kazuya Sunto e Renata Letícia de Moraes. Com isso, os talentos vão se revelando ano a ano, em forma de ouro, prata e bronze. 

 

Para se ter uma ideia, em 2021 a escola conquistou quatro medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), sendo uma de prata e três de bronze. "Mas este não foi o melhor desempenho", observa Kazuya Sunto, orgulhoso com os resultados obtidos ao longo do tempo. Ele recorda que em 2017 a escola deu show e seus alunos levaram sete medalhas. "Desde 2010, quando iniciamos nossa estratégia para preparar os alunos que participam da Obmep, já conquistamos três medalhas de ouro e três de prata", recorda. 

 

Renata vai ao socorro das medalhistas de bronze e explica que há cada 10 mil participantes da olimpíada, apenas três conquistam medalhas. "Essa referência nacional dá uma dimensão da dificuldade que é se destacar na disciplina a partir de parâmetros tão rigorosos como os da olimpíada. Por isso as medalhas de bronze entram no cálculo como uma conquista incomum, com a qual nos orgulham muito".

 

Por essa disposição ao trabalho, pela busca de resultados objetivos e, claro, pelo desempenho da escola, Carlos e Renata serão os Professores Homenageados pela Obmep 2020, uma vez que a instituição de ensino manteve-se em alto nível na relação alunos participantes/medalhas. Mas nada disso acontece sem foco. Tanto é que a explicação para a queda da escola de sete medalhas em 2017 para quatro em 2021 está diretamente relacionada à falta de foco provocada pela pandemia.

 

"Em 2020 os alunos tiveram praticamente 100% de aulas virtuais, o que prejudica o aprendizado. No ano passado, enquanto 50% estavam presentes em sala de aula os outros 50% estavam na telinha do computador ou do celular", recordam. Com isso, os estudos avançavam de forma mais lenta. "É natural também que os alunos tenham um desempenho menor por causa disso tudo que está acontecendo".

 

Renata recorda que a Isabela Marin (retratada na edição de domingo, 30/01, da Gazeta), que conquistou a medalha de prata no ano passado, passou o ano toda essa alternância, mesmo assim conseguiu um resultado surpreendente. "Mas ela é um exemplo de disciplina e dedicação". Segundo a professora, a Rayra Gregório Moura, que ficou com a medalha de bronze, passou por um processo ainda mais complicado. "Ela vinha de outro ciclo. Saía do 5º para o 6º ano, mesmo assim, sem se adaptar à nova realidade e sem aula 100% presencial, se deu muito bem. Isso tudo nos orgulha".

 

Quebra de paradigma

Matemática sempre foi vista como uma disciplina chata por muitos alunos. Na Samuel de Castro Neves a regra número zero dos professores da disciplina é mostrar que a matéria não é apenas encantadora, é fantástica. "A lenda de que matemática é difícil não vigora aqui. Ensinamos que ela está em nossas vidas e que a partir do momento em que percebemos isso, ela fica legal e o aprendizado, algo saboroso. Quando os alunos são cativados por essa tese, se despertam e avançam rapidamente", explicam os professores.

 

Carlos observa que os alunos são envolvidos pelo mundo de Pitágoras quando percebem que a matemática está, de fato, na base de tudo. "Procuro trabalhar com questão práticas. Na geografia, a cartografia, quando ganha o suporte da tecnologia, recebe o reforço do GPS. E a base do GPS são os números. Esse entendimento de associação da matemática a outras disciplinas é cativante. Até mesmo para ser um professor de educação física, costumo dizer, exige-se conhecimento da estatística, sem a qual não se tem um bom personal trainer, por exemplo. E a estatística são números. Ou seja, saber trabalhar com números nos leva a resultados incríveis tanto para a saúde do corpo como para o monitoramento terrestre".

 

A mágica

O grupo de matemática voltado exclusivamente para a Obmep foi criado na escola de Santana em 2010. Dois outros professores precisam ser lembrados nesse processo. São eles: Danilo Rodrigo Alves e Valdemar Correr. Ambos morreram de Covid-19 em 2021. "Eram excelentes professores", recorda Renata. O Valdemar já havia saído da escola em 2021, mas o Danilo estava conosco. Pegou a doença e morreu dois meses após". Ela entrou no ano passado e passou a dar continuidade ao trabalho ao lado de Carlos.

 

Carlos recorda que as aulas começaram no contraturno. Eram 40 minutos de aula por dia fora do horário das aulas padrões e o foco exclusivo era a Obmep. "Sempre gostei da lógica da olimpíada, porque ela exige raciocínio dos alunos e não decoreba de fórmulas. Esse raciocínio que ensinávamos a eles". No ano passado também a escola entrou para o Programa de Ensino Integral (PEI) e as aulas de matemática para a olimpíada foram colocadas nas aulas chamadas de eletivas. "Ao invés de 40 minutos por semana passamos a dar duas aulas de matemática por semana". Assim, os alunos escolhem participar ou não. Mas pelo desempenho da turma, a adesão só aumenta.

 

Os professores de matemática trabalham com empenho para que seus alunos medalhistas passem a participar de campeonatos internacionais. "Esta é uma oportunidade muito interessante. Eles podem também participar dos cursos de iniciação científica júnior, com mestres e doutores da USP. São aulas virtuais com encontros presenciais esporádicos, mas de imenso valor. Para isso, eles chegam inclusive a ganhar bolsas de incentivo", explica Carlos.

 

Quem são esses professores

Há um mistério nessa história ou é puro acaso da vida. Mas eles integram o que passo a chamar agora de conexão Charqueada-Santana. Por incrível que pareça, ambos nasceram na cidade vizinha. Renata estudou química na Uniararas e fez licenciatura em matemática na Faculdade Polis das Artes. Ela pretende fazer concurso para se tornar professora efetiva do Estado, mas por enquanto se enquadra na Categoria O, de contratos temporário. Carlos é bacharel em ciências contábeis pela Faculdades Associadas de São Paulo. Além de ser professor efetivo da Samuel de Castro Neves, dá aula também na rede municipal de São Pedro.

 

O fato de não terem estudado no que se costuma classificar de grandes universidades públicas do Estado de São Paulo, como USP e Unicamp, traz um elemento muito especial para esta matéria, uma vez que a escola não faz o aluno, mas o aluno faz a escola. Eles são, por si só, dois exemplo de alunos que fizeram suas escolas e estão colaborando para projetá-las ao mundo. Hoje, estão convocando os alunos de Santana para que também façam sua escola e ajudem a elevar cada vez mais alto o seu nome.

 

"As pessoas têm um certo preconceito com a escola de Santana pelo fato de ela ser rural e, obviamente, estar distante do espaço urbano". Esta observação da Renata é uma demonstração de que o olhar do desavisado pode falhar imensamente quando a base é o preconceito. Mas ele precisa reconhecer seu equívoco quando a verdade se revela na base de medalhas de ouro, prata e bronze.

 

Fonte: Gazeta de Piracicaba