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29.11.23

29.11.23

A Importância da Engenharia Didática em Matemática na resolução de problemas Matemáticos

 

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Photo by Michael Dziedzic on Unsplash


A engenharia didática em matemática é fundamental para a resolução de problemas matemáticos, pois se baseia em estratégias e métodos que buscam promover a compreensão e o desenvolvimento de habilidades dos estudantes.

Um dos principais aspectos da engenharia didática é a criação de situações-problemas que sejam desafiadoras e contextualizadas, possibilitando aos alunos a aplicação dos conceitos matemáticos aprendidos em situações reais. Isso permite que os estudantes percebam a importância e a utilidade desses conceitos no seu cotidiano, o que contribui para o engajamento e interesse na aprendizagem da matemática.


Pensamento crítico e criativo dos alunos


Além disso, a engenharia didática busca promover o pensamento crítico e criativo dos alunos ao propor diferentes estratégias de resolução de problemas. Dessa forma, os estudantes são estimulados a encontrar soluções diferentes para um mesmo problema, o que desenvolve a capacidade de análise, síntese e argumentação.

 

Outro aspecto relevante da engenharia didática em matemática é a adaptação dos conteúdos e estratégias de ensino às características e necessidades individuais dos alunos. Isso exige do professor a criação de materiais didáticos diversificados, que considerem os diferentes estilos de aprendizagem dos estudantes, suas experiências prévias e interesses.

 

Neste sentido, a engenharia didática em matemática contribui para o desenvolvimento de competências socioemocionais, como a perseverança, autonomia e colaboração, tão importantes para a resolução de problemas em geral.

 

Portanto, a importância da engenharia didática em matemática na resolução de problemas matemáticos é evidente, pois auxilia no processo de ensino-aprendizagem, tornando-o mais significativo, motivador e eficiente.


Abordagem educacional 


A Engenharia Didática em Matemática é uma abordagem educacional que visa estruturar o ensino da disciplina, de forma a torná-la mais acessível e compreensível para os estudantes. Ela utiliza técnicas e estratégias pedagógicas que promovem a construção do conhecimento matemático de forma ativa e significativa.

 

A principal finalidade da Engenharia Didática em Matemática é desenvolver nos estudantes as habilidades necessárias para resolver problemas matemáticos de forma autônoma e criativa. Para isso, são utilizadas diferentes estratégias, como a utilização de materiais manipulativos, jogos matemáticos, resolução de problemas contextualizados, entre outros.


 Principais características da Engenharia Didática em Matemática


Uma das principais características da Engenharia Didática em Matemática é o trabalho com situações-problema. Ao invés de apenas apresentar fórmulas e conceitos de forma isolada, os estudantes são incentivados a resolver problemas reais e contextualizados. Dessa forma, eles desenvolvem a capacidade de aplicar o conhecimento matemático em situações do cotidiano, o que torna o aprendizado mais significativo e duradouro.

 

Além disso, a Engenharia Didática em Matemática também incentiva a construção do conhecimento de forma colaborativa. Os estudantes são estimulados a trabalhar em grupo, discutir ideias e compartilhar estratégias de resolução de problemas. Isso promove a troca de experiências e conhecimentos, além de desenvolver habilidades sociais importantes, como a capacidade de ouvir e respeitar diferentes opiniões.

 

Outro aspecto importante da Engenharia Didática em Matemática é a utilização de recursos tecnológicos no ensino. A tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa para potencializar o aprendizado da disciplina, por meio de jogos educativos, vídeos explicativos, softwares de simulação, entre outros recursos. Isso torna as aulas mais dinâmicas e atrativas, além de permitir uma maior personalização do ensino, de acordo com as necessidades e interesses de cada estudante.


 Valorização da formação contínua dos professores


A Engenharia Didática em Matemática também valoriza a formação contínua dos professores. É fundamental que os educadores estejam atualizados em relação às tendências e novas abordagens de ensino da disciplina, para que possam implementar com sucesso a Engenharia Didática em suas práticas pedagógicas. Para isso, é importante que eles participem de cursos, seminários e workshops, onde possam trocar experiências e se atualizar.


 Conclusão 


Em resumo, a Engenharia Didática em Matemática é uma abordagem educacional que busca tornar o ensino da disciplina mais acessível e compreensível para os estudantes. Ela utiliza estratégias pedagógicas que promovem a construção do conhecimento de forma ativa e significativa, por meio da resolução de problemas, trabalho colaborativo e utilização de recursos tecnológicos. É uma abordagem que valoriza a formação contínua dos professores e busca tornar o ensino da matemática mais atrativo e relevante para os estudantes.



Valdivino Alves de Sousa

 É  Matemático, Contador,  Bacharel em Direito, Pedagogo e Mestrando em Educação

E-mail: valdivinosousa.mat@gmail.com 



25.11.23

25.11.23

O pensamento matemático é a conexão que permite uma compreensão do nosso ambiente

 

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Foto: Reprodução Instagram 

O pensamento matemático é a conexão que permite uma compreensão do nosso ambiente. 

Quando falamos de pensamento matemático queremos dizer que alguém tem uma conexão de compreensão do ambiente em que está inserido, e que este pensamento estabelece habilidades de realizar operações matemáticas, de modo que este raciocínio matemático possibilita alinhar um comportamento do cotidiano. 

Sendo assim, o comportamento matemático está relacionado ao pensamento matemátco, pois ambos se unem na mesma proposição, ou seja, o pensamento matemático e comportamento matemático são semelhantes. 



19.12.20

19.12.20

Valdivino Sousa: A Matemática e o feirante

 A Matemática e o feirante, sabemos que a matemática está presente em tudo, e no cotidiano o saber matemático popular dos trabalhadores informais é visto no caso dos feirantes que utilizam a matemática de uma forma prática sem se preocupar com os conhecimentos científicos que a disciplina envolve.

A Matemática e o feirante, sabemos que a matemática está presente em tudo, e no cotidiano o saber matemático popular dos trabalhadores informais é visto no caso dos feirantes que utilizam a matemática de uma forma prática sem se preocupar com os conhecimentos científicos que a disciplina envolve.

 

 Quem nunca reparou numa feira ao comprar um produto como o feirante dar o troco de uma forma certeira, alguns estudiosos classificam isso como conhecimento leigo, por exemplo, uma dúzia de laranjas custa R$ 6,00 (seis) reais, quanto custa cada laranja? veja se dividirmos 6,00 /12 = 0,50 ou seja, cada laranja custa 0,50 (cinquenta) centavos. 

 

O cliente comprou duas dúzias e deu para cobrar uma nota de 2,00 e duas notas de 10,00 totalizando R$ 22,00, logo o feirante raciocina que o troco é R$ 10,00. Agora se o cliente tivesse dado R$ 20,00 o feirante daria o troco de R$ 8,00 reais, observamos que os feirantes estão a todo o momento usando a Matemática, mesmo que eles não têm um o conhecimento científico, e apenas a prática cotidiana.

 

A importância da prática cotidiana

Em diversas áreas observamos a prática cotidiana da matemática, sendo utilizado por vários trabalhadores informais um deles é o camelô que tem grande facilidade de passar o troco, outro profissional informal que vemos no dia a dia é o pedreiro que busca ter conhecimento matemático e se dá de diferentes formas, por eles desenvolverem conceitos geométricos, volumes, escalas e áreas de metros quadrados. Nessa linha de pensamento veremos a importância da prática cotidiana da matemática, muitos deles usam vários conceitos científicos sem saber que estão usando, por isso chamamos de conhecimento popular ou leigo. Alguns pesquisadores já estão seguindo a linha de pesquisa como a modelagem matemática e o conhecimento matemático cotidiano popular.

 

O saber matemático popular e o saber matemático científico

Pesquisadores da UFAl – Universidade Federal de Alagoas do Campos Arapiraca, elaborou um projeto que objetiva entender a relação existente entre o saber matemático popular e o saber matemático científico e busca também compreender como se dá a construção do conhecimento popular e o seu processo de aplicação na prática social efetiva. Quanto aos pedreiros, destaca se que a análise do conhecimento matemático se dá de diferentes formas, por eles desenvolverem conceitos geométricos, por meio de experiências não-formais em diferentes contextos sociais.

 

E por outro lado percebemos que a falta de domínio da matemática escolar é a sua principal dificuldade profissional. Os conteúdos como porcentagem, escala, volumes e áreas são trabalhados constantemente por eles de maneira bem informal, mas com uma sabedoria que poderá ser aproveitada no âmbito escolar. Mas, mesmo obtendo êxito na profissão enfrentam dificuldade em inserir-se no mercado de trabalho como determina as leis trabalhistas, ou seja, com carteira assinada, em empresas ou construtoras. A construção de alternativas didático-metodológicas no processo de ensino-aprendizagem para ampliação do conhecimento matemático dos feirantes e pedreiros pesquisados são destacadas no estudo do projeto.

 

Outro ponto observado no projeto é priorizar os trabalhadores informais de Arapiraca, em Alagoas, que possuem baixa escolaridade e que estão fora da escola, a partir do processo de ensino da Matemática é um dos objetivos “Matemática na Rua e na Escola: uma análise das diferentes formas de construção do conhecimento matemático no município de Arapiraca”, coordenado pelo professor Talvanes Eugênio Maceno, docente da disciplina Planejamento, Currículo e Avaliação nos cursos de Licenciatura.

 

Como acontece este conhecimento popular?

Um questionamento feito por professores e matemáticos, é como acontece este conhecimento popular ou leigo destes trabalhadores informais. Como eles conseguem aprender a fazer contas de cabeça, ou como eles conseguem passar manusear as quatro operações matemáticas: Multiplicar, Dividir, Somar e Subtrair se eles não têm um conhecimento condensado? 

Muitos deles nunca foram a escola, então como aprenderam a contar. Questionamentos como estes é comum ao deparar com um pedreiro que fazem um orçamento em um ou mais cômodos e dar o valor correto de quanto irá gastar com mão de obra, e quanto vai gastar de material. O contratante por sua vez tem formação superior até mesmo na área de exatas e fica pensando, como este pedreiro conseguiu fazer estes cálculos. Bem geometricamente falando para quem estou geometria é fácil calcular uma área em metro quadrado, saber quantos galões de tintas precisa, ou quantos metros de azulejos precisa numa sala ou cozinha.

 

Diante do exposto, é evidente que o conhecimento popular ou leigo é adquirido no convívio do meio, sim o que a psicologia da aprendizagem classifica como a Psicologia ambiental que é uma área da psicologia que estuda o convívio social.

“(…) Piaget defende a teoria segundo a qual a nossa capacidade de conhecer o mundo e de aprender se desenvolve gradualmente, por etapas ou estágios. No estágio operatório-concreto, é suposto que a criança, ou a pessoa adulta já seja capaz de compreender a conservação da matéria, percebendo que, por exemplo, a quantidade de líquido é a mesma, independentemente do recipiente em que está ou ter a noção de objeto permanente, percebendo que, mesmo escondido, um objeto não desaparece ou deixa de existir. Estas pequenas conquistas cognitivas, que para nós são banais, são fundamentais para o desenvolvimento da inteligência adulta. (…)”.

 

Conclui-se que estes trabalhadores informais mencionados como o camelô, o feirante e o pedreiro entres outros, aprendem matemática através do convívio do meio social, algo passado de pai para filho, do irmão mais velho para o mais novo. Observamos numa feira o filho acompanha o pai, mesmo que ele estuda numa escola regular ele é capaz de aprender a calcular nos modos do conhecimento popular. Entretanto, esta aprendizagem acorre por meio de um comportamento de mudança de hábitos e costumes, é comum ouvimos as pessoas relatarem que seus avós faziam cálculos mentais com rapidez essa prática só reproduz independente das mudanças tecnológicas.

 

Sobre o Autor

Valdivino Sousa é Professor, Matemático, Pedagogo, Contador, Bacharel em Direito, Psicanalista e Escritor. Criador do método X Y Z que facilita na aprendizagem de equação e expressão algébrica com objetos ilustrativos. Autor de mais de 15  livros e têm vários artigos publicados em revistas e jornais. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Equações Diferenciais Parciais, Matemática Computacional e Engenharia Didática, atuando principalmente nos seguintes temas: métodos numéricos, equações diferenciais, modelagem, simulações e  didática no ensino de Matemática. Além da Matemática atua há mais de 20 anos em Contabilidade e desde 2005 é Contador responsável da Alves Contabilidade. Outras atividades: Produtor de Conteúdo, Cientista de dados e Colunista Mtb 60.448. Semanalmente escreve para o portal D.Dez e Folha Online. Sobre: Comportamento, Educação Matemática e Desenvolvimento da Aprendizagem. E-mail: valdivinosousa.mat@gmail.com Whatsap: 11 – –9.9608-3728 Veja Biografia