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28.2.24

28.2.24

'No doutorado, descobrimos o que ninguém sabe', diz Trejos

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Foto: Reprodução site Impa


 'No doutorado, descobrimos o que ninguém sabe', diz Trejos

Colombiano natural da cidade de Pereira, Jonathan Trejos sempre foi apaixonado pelas ciências exatas, mas foi na faculdade que começou a se interessar mais especificamente pela Matemática. A paixão virou amor e na próxima sexta-feira (23), ele defende a tese de doutorado ‘Mergulhos simpléticos de domínios tóricos com singularidades’, às 13h, na sala 232 no IMPA, com transmissão pelo YouTube.

Com pai professor de matemática e mãe economista, Jonathan estudava engenharia na Universidade Tecnológica de Pereira, e foi então que decidiu se mudar para Cali, onde começou a cursar matemática pura. Ele afirma que a influência do pai foi chave para seguir por esse caminho, além de contar com grande apoio para seguir sua carreira.

“A influência de meu pai e minha mãe em me mostrar o valor de um trabalho bem feito foi essencial para que eu chegasse até aqui. Ver eles trabalhando duro foi algo que herdei para fazer uma boa matemática”, contou.

No meio de sua graduação em Cali, ele conheceu o IMPA junto com um amigo da faculdade que era entusiasta do Instituto. Ele chegou ao Rio de Janeiro para o Curso de Verão em 2017, na sua primeira viagem para o Brasil e já com planos de ficar.

No mesmo ano, ele começou o mestrado no instituto, finalizando em 2019. E já deu sequência no doutorado na área de geometria simplética. “Eu acabei me interessando com uma subárea que fala de mergulhos simpléticos, que é quando uma certa variedade simplética pode ser mergulhada em outra variedade simplética e quais os impedimentos para que aquilo aconteça”, disse.

Orientado pelo pesquisador do IMPA Vinicius Ramos, Jonathan explicou que sua tese estabelece um isomorfismo entre o complexo de contato mergulhado e um apropriado complexo de cadeias combinatorial. O isomorfismo permite expressar o espectro ECH como uma certa sequência de números obtida do complexo de cadeias combinatorial. No trabalho também é definido uma família de variedades simpléticas análogas aos bem conhecidos domínios tóricos.

Para Jonathan, descobrir algo novo, discernir o que é interessante e responder a pergunta da tese, é algo apaixonante no doutorado. “É como se no mestrado as coisas fossem mais prontas, enquanto no doutorado, nós estamos descobrindo algo que ninguém sabe ainda”, comparou

Para ele, é como conseguir expressar um desenho próprio criado do zero, enquanto no mestrado era como se estivesse desenhando novamente algo que alguém já fez.

“No doutorado, se você está afirmando que é algo é verdade, não há uma informação em algum livro para que você comprove isso. Você deve, com sua pesquisa, comprar a veracidade da sua afirmação, e isso deixa o doutorado muito mais interessante”.

Jonathan ainda não decidiu quais serão seus próximos passos depois do doutorado. Mas já sabe que pretende continuar no Brasil e quem sabe se tornar professor.


Fonte: IMPA 


8.2.22

8.2.22

Aos 39 anos, advogado presta matemática na Unicamp com sonho de virar professor: 'paixão por ensinar é essencial'


Aos 39 anos, advogado presta matemática na Unicamp com sonho de virar professor: 'paixão por ensinar é essencial'  Segundo fase do Vestibular 2022 ocorre neste domingo (9) para 12,9 mil candidatos. Prova tem duração de cinco horas.
Advogado Wagner De Souza França, de 39 anos, busca vaga em matemática na Unicamp — Foto: Bárbara Marques/g1

Aos 39 anos, advogado presta matemática na Unicamp com sonho de virar professor: 'paixão por ensinar é essencial'

 

Segundo fase do Vestibular 2022 ocorre neste domingo (9) para 12,9 mil candidatos. Prova tem duração de cinco horas. 

 

 Aos 39 anos, o advogado Wagner De Souza França presta neste domingo (9) a segunda fase da Unicamp, prova que pode mudar os rumos da vida dele. O candidato tenta uma vaga em matemática na Universidade Estadual de Campinas (SP) para se tornar professor. 

 

Apesar da formação em direito e de ter advogado durante um tempo, França atua com suporte técnico atualmente. O sonho, no entanto, é lecionar matemática. 

 

"Quero ser professor, dar aula, ensinar matemática. Lembro muito dos meus professores do ensino fundamental e médio, da inspiração que eles foram, da paixão que eles tinham, e eu quero transmitir isso também". 

 

"Gosto muito de matemática, que é algo que as pessoas geralmente não gostam. Acho que ter paixão para ensinar é essencial".

 

O candidato presta a segunda fase no campus da Unip no bairro Swift, em Campinas. A 2ª fase começa neste domingo (9) com aplicações das provas de redação, português e inglês para os 12.938 candidatos aprovados para esta etapa. 

 

O exame começou às 13h, tem cinco horas de duração, e a universidade oferece 2.540 vagas em 69 cursos. As provas ocorrem em 22 cidades de seis estados. 

 

Apoio por ligação em vídeo

A estudante de 17 anos Syssi Micaela teve a companhia da mãe até a Unip Swift, onde presta a segunda fase para tentar vaga em engenharia ambiental. A mãe da jovem, Lucy Micaela, é doutoranda em economia pela própria Unicamp. 

 

Apesar de conquistar a concorrida vaga na segunda fase da Unicamp aos 17 anos, Syssi pensa que a mãe acredita mais nela do que ela própria. Antes de entrar para enfrentar a prova, a jovem ainda recebeu o apoio virtual do pai, por meio de uma ligação de vídeo.

 

Fonte: G1